Vínculo afetivo entre a mãe e o bebê durante a amamentação  

A ciência evidencia os inúmeros benefícios e vantagens do aleitamento materno para o lactante e para a mãe. Sabemos que é o aleitamento mais completo que um bebê pode receber durante os seis primeiros meses de vida.

 

Tanto nos partos normais ou cirúrgicos (cesárea), o bebê deve sugar na primeira hora de vida para acelerar a descida do leite, favorecer a volta do útero ao tamanho normal, diminuir o sangramento, prevenir a anemia materna, além de reduzir o risco de câncer de mama e ovários. Para o recém nascido o leite materno protege contra doença, protege o intestino, previne a formação incorreta dos dentes e problemas da fala, promove o desenvolvimento e crescimento e fortalece o vínculo entre os dois.  

O vínculo afetivo com o bebê inicia-se ainda na gestação, passa pelo nascimento e continua por toda vida, especialmente nos primeiros meses de vida. Este vínculo vai acontecendo gradualmente por meio dos cuidados diários com a higiene, banho, amamentação, e o ritmo do dia a dia.  

Amamentar não é somente dar o peito, é um momento de interação e reconhecimento mútuo, uma comunicação silenciosa que vai acontecendo enquanto o bebê é embalado, alimentado e acalentado no colo da mãe.  

Quando o bebê mama, ele enxerga com nitidez o rosto da mãe e relaciona a imagem à voz que lhe é familiar. Ocorre uma troca de calor, dos cheiros, do paladar, do olhar e das carícias que favorece não apenas a produção de leite na mãe, mas a formação um ambiente conhecido e seguro para o bebê. Assim o peito constitui o primeiro objeto de satisfação. O vínculo é vivido com amorosidade gradual e crescente. A cada novo dia a mãe aprende o jeito do bebê e o jeito de ser mãe.  

Durante o período do aleitamento estabelece-se uma ligação íntima entre a mãe e o bebê e a plenitude é recíproca. No entanto em alguns momentos o cansaço, a privação de sono, as dúvidas e consequentes irritações acontecem. Estas são reações e atitudes inevitáveis e que deveriam acontecer raramente, mas ajudam a mãe reconhecer os seus limites. Para que a mãe possa ter o tempo para cuidar do seu próprio sono, a presença do pai que a apoie e a ajude com os cuidados do bebê, da casa ou filhos mais velhos é de grande importância, assim como uma rede de apoio que também apoia e cuida desta nova família. 

Quando a mãe não consegue amamentar no seu próprio peito, ela vai oferecer leite artificial ao seu bebê com o mesmo calor do colo, o olhar, o toque e atenção; ela repete o mesmo ritual do aleitamento materno. Os laços afetivos vão se fortalecer na medida em que as necessidades do bebê são atendidas de forma amorosa e gentil. Oferecer o alimento em forma de afeto é uma das atitudes mais importantes para criar laços afetivos com o bebê. 

 

Fonte: Doris Ammann Saad – Enfermeira obstétrica 

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